DICASDICAS

Leituras Obrigatórias Vestibular UFRGS 2020

Para o Concurso Vestibular de 2020,
será exigida a leitura prévia e completa das seguintes obras:

AUTOR

OBRA

FLORBELA ESPANCA

Poemas:
1. Fanatismo;
2. Horas rubras;
3. Eu;
4. Vaidade;
5. Lágrimas ocultas;
6. A minha dor;
7. Suavidade;
8. Se tu viesses ver-me;
9. Ser poeta;
10. Fumo;
11. Frêmito do meu corpo;
12. Realidade;
13. Súplica;
14. Doce certeza;
15. Quem sabe?!...;
16. A Mulher I;
17. A Mulher II;
18. Amiga;
19. Ódio;
20. Amar!;
21. O maior bem;
22. Neurastenia.

Atenção: O item 13 (Soneto Súplica) é

SÚPLICA
Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d`astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!
Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente…
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etemamente! …
Vem para mim,amor…Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!

MACHADO DE ASSIS
Papeis avulsos
MARIA FIRMINA DOS REIS
Úrsula
WILLIAM SHAKESPEARE
Hamlet
VALTER HUGO MÃE
A máquina de fazer espanhóis
CAROLINA MARIA DE JESUS
Quarto de despejo: diário de uma favelada
ELIS & TOM Álbum/Disco de 1974
MICHEL LAUB Diário da queda

OBRAS QUE ENTRARAM NO CV 2020

ADÉLIA PRADO
Bagagem
GRACILIANO RAMOS
São Bernardo
LYGIA FAGUNDES TELLES As Meninas
MARCELO RUBENS PAIVA Feliz Ano Velho

Dicas do Universitário

Hamlet, Shakespeare
A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, geralmente abreviada apenas como Hamlet, foi escrita entre 1599 e 1601. A peça, cujo enredo transcorre na Dinamarca (mais precisamente o casteli de Elsinor), conta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, (também chamado Hamlet) o rei, executado por Cláudio, seu irmão que envenenou este e que, em seguida, tomou o trono casando-se com a rainha. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e explora temas como traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.

O príncipe Hamlet, embora desejoso de vingança, não apresenta inclinação para cometer um crime: assassinar Cláudio. Sua posição, no entanto, o leva a se sentir na obrigação de percorrer tal caminho. Este ponto propicia uma das várias interpretações a que esta rica história dá margem, a que aborda justamente os dilemas éticos e morais de Hamlet, que supostamente justificariam sua vacilação no momento de levar adiante seus planos.

A imagem de Hamlet, trajado constantemente de preto, imortalizou-se ao longo do tempo. Seu ancestral dilema, 'ser ou não ser', confessado a uma caveira, foi incorporado à história cultural e artística da Humanidade. As personagens femininas, Gertrudes (a rainha-mãe) e Ofélia (a noiva prometida), têm sido resgatadas por uma linhagem crítica mais feminista.
Papéis Avulsos, Machado de Assis
"Este título de Papéis Avulsos parece negar ao livro uma certa unidade; faz crer que o autor coligiu vários escritos de ordem diversa para o fim de os não perder. A verdade é essa, sem ser bem essa. Avulsos são eles, mas não vieram para aqui como passageiros, que acertam de entrar na mesma hospedaria. São pessoas de uma só família, que a obrigação do pai fez sentar à mesma mesa." Assim o autor começa a obra – no capítulo intitulado "Advertência" – que reúne os contos "O Alienista" (por certos críticos, considerado uma novela, tendo em vista sua extensão), "Teoria do Medalhão", "A Chinela Turca", "Na Arca", "D. Benedita", " O Segredo do Bonzo", "O Anel de Policrates", "O empréstimo", "A Sereníssima República", "O Espelho", "Uma Visita de Alcebíades", "Verba Testamentária". Ao final, bem ao estilo machadiano, o leitor depara-se com "Notas do Autor".

"Papéis Avulsos" é o terceiro livro de Machado de Assis, no qual estão presentes a ironia, o pessimismo e a contradição entre ser e parecer, entre a máscara e o desejo. O humor sutil, o ceticismo, e as denúncias revelam os mais perversos segredos de uma sociedade hipócrita. Observam-se, ainda, o rompimento da tradicional sequência linear do enredo, as constantes interferências do narrador (digressões), a multiplicidade e a fragmentação dos episódios, a metalinguagem, o adultério, o egoísmo, as atitudes motivadas pelo interesse, a mediocridade das pessoas e a exploração do homem pelo próprio homem.
Úrsula, Maria Firmina Reis
"Mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor. Sei que passará entre o indiferentismo glacial de uns e o riso mofador dos outros, e ainda assim o dou a lume". Assim, Maria Firmina Reis abre o romance Úrsula. Nas primeiras edições, a autora omitiu seu nome: afinal, uma mulher – em 1887 – dava ao público uma nova abordagem para retratação do escravo brasileiro. A romancista propunha um enredo que abria espaço para o negro, englobando o ponto de vista (positivo) deste.

A leitura, inicialmente, remete o leitor ao típico triângulo amoroso entre Úrsula (a jovem humilde e desamparada), Tancredo (o homem afortunado e bem apessoado) e o tio de Úrsula (o vilão sem escrúpulos). Tais personagens, de fato, contam a história do Brasil escravocrata.

Túlio, Susana e Antero são três personagens negros, questionadores, atores da construção da identidade brasileira.
   




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