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Cálculo de desempenho - Média harmônica

Antes, leia: Média e desvio padrão de uma prova

1) Calcule o escore padronizado das 9 matérias, utilizando a fórmula:

\begin{align} \ EP = \frac{(EB - MD)}{DP} \times 100 + 500 \end{align}
Onde:

EP : escore padronizado na prova

EB : escore do candidato na prova (escore bruto em prova da UFRGS ou escore resultante do ENEM)

MD : média dos escores da prova

DP : desvio padrão da prova



2) Calcule a média harmônica:


\begin{align} AC=\ \frac{15}{\frac{P1}{EP1}+\frac{P2}{EP2}+...+\frac{P8}{EP8}+\frac{P9}{EP9}} \end{align}
AC : ARGUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO
P: PESO DA PROVA (1, 2 ou 3)

A equação acima não leva em consideração o Benefício do ENEM. Para saber como funciona o cálculo da média harmônica com benefício do ENEM, clique aqui.

DICAS GERAIS

1) A média harmônica  é  um tipo de média que privilegia o desempenho harmônico do candidato. Terá melhor desempenho o candidato que tiver um desempenho médio em todas as provas, do que aquele que for muito bem numa e muito mal noutra. Exemplo:

Aluno Escore padronizado na prova 1 Escore padronizado na prova 2 Média harmônica das duas provas
João 500 500 500
Maria 100 900 180
       

2) O desvio  é a diferença entre o escore de cada aluno e a média. O DESVIO PADRÃO (DV) é a média destes desvios. Assim, numa prova que a média foi 12, calcula-se a diferença entre a nota de cada aluno e a média. Somam-se todos os desvios e divide-se pelos número de alunos. O desvio padrão sempre é divulgado, juntamente com a média, pela COPERSE.

3) Uma forma fácil de calcular o escore padronizado de uma prova é fazer o seguinte:
>> se você acertar exatamente a média numa prova, seu escore padronizado será 500
>> para cada desvio padrão que você obtiver, o seu EP aumenta em 100

Vejamos um exemplo onde a MÉDIA da prova foi 12 acertos e o DESVIO PADRÃO foi 4:

Aluno Número de acertos Escore padronizado
João 12 500
Maria 16 600 (1 desvio acima)
Pedro 20 700 (2 desvios acima)
José 8 400 (1 desvio abaixo)
     

Comentários

1) Para cursos com argumento de classificação muito "baixos", em geral, basta o aluno não ser eliminado.
2) As quantidades de acertos necessários  são apenas uma referencial. Sugerimos uma margem de erro , em geral, de 10% para mais, como forma de "garantia".
3) A média de português que interessa é aquela calculada junto com a redação, levando-se em conta o desempenho (de 0 a 50) dos candidatos não eliminados.
4) Historicamente a média do último classificado não oscila em mais de 5% de um ano para outro.

Média e Desvio Padrão

O entendimento natural que grande parte dos candidatos utiliza para avaliar seus desempenhos nas provas é: "acertei mais ou menos questões do que a média?". Claro que a premissa vigente é a de que os candidatos mais bem preparados superam, em número de acertos, a média das provas.

0 resultado de uma prova, normalmente, é conhecido através de informações como média e desvio padrão, bem como pela distribuição de frequências do número de acertos dos candidatos, expressos em forma gráfica. Este gráfico, denominado histograma, mostra, no eixo dos X (abscissas), o número de questões e, no eixo dos Y, o número de candidatos que acertaram o referido número de questões. O que significam essas informações?

Numa distribuição de frequências, há três medidas importantes: a moda, a mediana e a média. A primeira é o "pico", isto é, o ponto no eixo das abscissas de maior frequência. A mediana é o ponto, no eixo das abscissas, que divide as ocorrências em duas frações iguais, cada uma com 50% das frequências. A média é o ponto, no eixo das abscissas, que faria com que o gráfico ficasse equilibrado, não inclinando nem para a esquerda nem para a direita; em suma, a média é o ponto, no eixo das abscissas, situado na vertical que passa pelo centro de gravidade da figura.

O que se deseja em uma prova do Concurso Vestibular é um histograma formando uma curva simétrica, distribuídos entre 0 e 25 acertos, concentrando moda, mediana e média próximas a 12,5 acertos, exibindo uma distribuição balanceada de acertos, tanto à esquerda como à direita do centro de distribuição, de acordo com o gráfico apresentado na figura a seguir.

O gráfico mostra uma distribuição normal rigorosamente simétrica. No centro da distribuição, coincidem média, mediana e moda. Uma curva de distribuição normal (ou Curva de Gauss) tem como característica englobar 99,73% das ocorrências no intervalo compreendido entre a média e ± 3 desvios padrão, conforme detalhado no mesmo gráfico.

O desvio padrão de uma prova mede o grau de dispersão dos candidatos em relação à média, isto é, o quanto o conjunto de candidatos se distanciou da média, tanto além como aquém do centro de distribuição. Isso significa que os escores obtidos por 99,73% dos candidatos estarão compreendidos entre a média e ± 3 desvios padrão, ou seja, salvo raras exceções, todos os candidatos estarão neste intervalo.

Ao se elaborar uma prova, espera-se que o resultado da aplicação da mesma gere uma "curva de distribuição normal", isto é, essa prova deve gerar uma média de 12,5 acertos e os candidatos devem estar distribuídos simetricamente entre zero e 25 acertos (ou entre dois limites internos desse intervalo, eqüidistantes de 12,5).

  A obtenção de uma distribuição simétrica com 100% das ocorrências entre 0 e 25 acertos, em uma prova de 25 questões e média de 12,5 acertos, pode ser possível quando se obtém um desvio padrão de 4,166 acertos. Nesse caso, se o histograma assumir formato semelhante ao da curva normal, todos os escores possíveis de serem obtidos pelos candidatos ficariam simetricamente contidos no intervalo entre a média e ± 3 desvios padrão, ou seja, entre O acertos (12,5 - (3 x 4,166)) e 25 acertos (12,5 + (3 x 4,166)).

  Infelizmente, não é fácil obter uma curva de distribuição normal. O resultado obtido pelos candidatos em uma prova depende de muitos fatores, entre os quais podem ser destacados a preparação dos mesmos e o grau de dificuldade da prova. Por isso mesmo, é importante poder avaliar uma prova através do resultado obtido na sua aplicação.

  A informação da média permite verificar o grau de facilidade da prova para a população que a realizou. Quanto menor a média (abaixo de 12,5 acertos), menor a facilidade dos candidatos com as questões da mesma. Quanto maior a média (acima dos 12,5 acertos), maior a facilidade dos candidatos com as questões propostas.

  Uma prova, com histograma normal, com média de 12,5 acertos e desvio padrão de 3,5 acertos significa que 99,73% dos candidatos serão encontrados entre os escores 3 e 22 acertos, (12,5 - (3 x 3,5)) e (12,5 + (3 x 3,5)). Isso significa que os candidatos com escores 0, 1, 2, 23, 24 e 25 acertos serão 0,23% da população, portanto pouquíssimos, conforme mostrado na figura a seguir correspondente à distribuição com desvio 3,5.

  Enquanto que numa prova, também com histograma normal, com média de 12,5 acertos, mas desvio padrão de 1,5 acertos significa que 99,73% dos candidatos serão encontrados entre os escores 8 e 17 acertos, (12,5 - (3 x 1,5)) e (12,5 + (3 x 1,5)). Isto é, também haverá poucos candidatos (0,23%) com escores de 0 até 7 e de 18 até 25 acertos, conforme mostrado na figura correspondente à distribuição com desvio 1,5.

  Analisando as duas figuras, que seguem, é possível concluir que, quanto maior for o desvio padrão, mais aberta é a curva (maior dispersão), ou seja, maior variedade de escores obtidos pelos candidatos e melhores condições de discriminar a qualificação dos candidatos. Curvas muito fechadas (pequeno desvio padrão) significam menor dispersão, ou seja, grande concentração de escores e menor variedade dos mesmos (muitos empates). Em outras palavras, se houver muitos empates, a prova poderá não avaliar devidamente a preparação dos candidatos. Ao mesmo tempo, provas muito difíceis não diferenciam escores obtidos unicamente através de acerto casual.



As informações de média e desvio padrão combinadas permitem uma análise muito interessante da prova.

Curva estreita e bem para a esquerda significa prova muito difícil (média muito abaixo de 12,5 acertos e concentrada em poucos escores). Curva estreita e bem para a direita significa prova muito fácil (média muito acima de 12,5 acertos e concentrada em poucos escores).

Daí conclui-se que o desvio padrão, em conjunto com a média da prova, permite identificar:
- o grau de complexidade da prova;
- a aptidão da prova para discriminar a preparação dos candidatos (qualidade das questões).

Fonte: Vestibular da UFRGS 2005
Provas Comentadas - Processo de Avaliação
Publicado pela COPERSE - UFRGS

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Prof. Alberto Ricardo Präss
E-mail: alberto@prasstek.com


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